Estado do Rio tem 7.400 vagas de estágio, aprendiz e emprego abertas no fim de janeiro

O Estado do Rio tem 7.400 vagas abertas nesta semana. São oportunidades de estágio, aprendiz e emprego, para todos os níveis de escolaridade. Veja abaixo.

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A Secretaria estadual de Trabalho e Renda tem, ao todo, 1.565 chances de emprego. Na Região Metropolitana, os salários chegam a R$ 6 mil. Os interessados precisam ter cadastro e currículo atualizados no Sistema Nacional de Emprego (Sine), que analisa o perfil do candidato e a vaga cadastrada pelo empregador.

Para isso, basta ir a uma unidade do Sine, levando os documentos de identificação civil, carteira de trabalho, PIS/Pasep/NIT/NIS e CPF. Veja endereços e mais informações sobre as vagas aqui.

Neste começo de ano, a Prefeitura do Rio divulga 1.740 oportunidades. Há vagas para pizzaiolo (52), fiscal de prevenção de perdas (45), pedreiro (42), auxiliar de serviços gerais ou ajudante de obras (38), mecânico (15), entre outras. Reservados para pessoas com deficiência são 524 postos.

Quem não tem fácil acesso à internet pode se cadastrar comparecendo a um dos sete postos de atendimento, portando RG, CPF, PIS e currículo. Eles funcionam das 8h às 16h e ficam em Campo Grande (Rua Coxilha s/nº); Engenho Novo (Rua Vinte Quatro de Maio 931), Ilha do Governador (Estrada do Dendê 2.080), Jacarepaguá (Avenida Geremário Dantas 1.400, salas 172 e 173), Santa Cruz (Rua Lopes de Moura 58), Tijuca (Rua Camaragibe 25) e Centro (Avenida Presidente Vargas 1.997, no Ciad), que era exclusivo para pessoas com deficiência e, agora, atende também trabalhadores em geral. Um dos meios de se candidatar é preencher o formulário on-line, aqui.

Pessoas com deficiência têm a opção ainda de enviar o currículo para o e-mail vagaspcd.smte@gmail.com ou comparecer ao Centro Integrado de Atenção às Pessoas com Deficiência (Ciad).

A plataforma de empregos Catho tem 2 mil vagas anunciadas para o Rio de Janeiro no setor de Saúde. São oportunidades para enfermagem, fisioterapia, estética corporal, nutrição, psicologia, entre outras. Os contratos podem ser CLT, PJ e temporário.

Os interessados podem consultar os cargos no site ou no aplicativo. A Catho possui ferramentas para auxiliar a busca por vagas alinhadas à realidade do profissional, permite a criação de currículo com ajuda da Inteligência Artificial (IA) direto pelo aplicativo e tem orientações para entrevistas e carreira.

A depender da empresa contratante, os profissionais poderão contar ainda com pacotes de benefícios como vale transporte, vale refeição, seguro saúde e assistência odontológica e médica.

Para quem estuda

A Fundação Mudes reúne 763 chances de estágio e 73 oportunidades para jovem aprendiz. No primeiro caso, as carreiras do ensino superior com o maior número de vagas são: Administração (70), Ciências Contábeis (30) e Economia (3). O valor da bolsa-auxílio pode chegar a R$ 2 mil. Para se candidatar, basta acessar este site.

Há ainda 1.259 vagas anunciadas pelo Centro Integração Empresa-Escola (CIEE) Rio, sendo 633 para estudantes de nível superior, em cursos como de Engenharias, Comunicação, Biologia e Psicologia.

As vagas são distribuídas em dez cidades em diferentes pontos do estado: Barra Mansa, Campos dos Goytacazes, Duque de Caxias, Macaé, Niterói, Nova Friburgo, Nova Iguaçu, Petrópolis, Rio de Janeiro e Teresópolis. Os interessados devem se cadastrar ou atualizar os dados pelo site www.ciee.org.br.

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Movimento ‘Ciência e Vozes da Amazônia na COP30’ será lançado em Belém

A Universidade Federal do Pará (UFPA), uma das principais instituições de educação e ciência da região Pan-Amazônia, vai promover no dia 5 de fevereiro, em Belém (PA), das 9h às 18h, o lançamento do movimento “Ciência e Vozes da Amazônia na COP30”.

O evento tem como principal objetivo contribuir com discussões científicas que abordam soluções globais e locais para os desafios climáticos, com foco nas questões que serão debatidas na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2025 (COP30). Esta será a primeira vez que a Conferência será realizada na Amazônia, uma oportunidade histórica para dar visibilidade às questões ambientais e socioeconômicas da região.

O movimento busca envolver diversos setores da sociedade civil, incluindo representantes de povos indígenas, acadêmicos, e organizações de pesquisa, em um espaço de troca de conhecimentos e perspectivas sobre a Amazônia. Este esforço pretende mostrar a relevância da ciência produzida na região e a importância de integrar as vozes dos povos tradicionais nas decisões globais sobre o clima e o meio ambiente.

No mesmo dia do evento de lançamento, será apresentada uma publicação que reúne 12 artigos de professores e pesquisadores da UFPA. Os temas abordados incluem bioeconomia, biodiversidade, o protagonismo dos povos tradicionais e o papel da Amazônia e dos amazônidas para o futuro do planeta. Será uma reflexão sobre como a região pode contribuir para um desenvolvimento mais sustentável, promovendo soluções para as questões locais e desafios globais.

O reitor da UFPA, Gilmar Pereira da Silva, explica qual a importância da realização da COP30 em Belém para ampliar as discussões sobre o desenvolvimento sustentável, com uma perspectiva amazônida. “Nossos povos e Instituições, suas lutas e histórias, precisam ser visibilizadas se o propósito é pensar um futuro inclusivo e plural”, afirma Silva. Ele ressalta ainda que o movimento “Ciência e Vozes da Amazônia” é um convite para um mergulho profundo nesse universo tão rico, mas também frágil, e uma chamada para a reflexão sobre as dinâmicas políticas do Sul Global.

“A UFPA, como maior produtora de conhecimento sobre a Amazônia em todo mundo, anseia por somar”, concluiu o reitor.

A UFPA, com mais de 50 mil alunos e 5.400 servidores, se destaca como a nona universidade da América Latina com maior número de publicações científicas sobre biodiversidade, com compromisso com o desenvolvimento da região. Além disso, a UFPA promove políticas inclusivas para povos tradicionais, com um enfoque voltado ao acesso e permanência de estudantes negros e indígenas em seus projetos de ensino, pesquisa e extensão – 85% dos seus alunos se identificam com essas populações.

Ainda mais reflexões serão abordadas na COP30, como a proteção e o desenvolvimento sustentável da Amazônia Azul, que corresponde à Zona Econômica Exclusiva (ZEE) do Brasil, estendendo-se por áreas oceânicas. Ao Correio, o presidente do Instituto Redemar Brasil, William Freitas, destaca a importância da Amazônia Azul para a regulação do clima global, e alerta para a necessidade de proteção.

“Apesar de sua importância estratégica, econômica e ecológica, a região carece de políticas públicas para sua proteção e desenvolvimento sustentável”, disse.

Freitas também enfatiza a urgência de ações efetivas contra crimes ambientais, especialmente em biomas como a Amazônia e a região costeira brasileira, onde a fragilidade foi exposta pelo desastre ambiental do derramamento de óleo de 2019. A desconexão entre a proteção ambiental e a realidade da costa brasileira é uma preocupação que precisa ser abordada com maior seriedade, segundo Freitas.

“Devemos esperar também debates sobre efetiva proteção do meio ambiente, levando em consideração que o Brasil precisa fortalecer a fiscalização e o combate aos crimes ambientais em todos os biomas, investir em tecnologias e práticas sustentáveis para impulsionar o desenvolvimento econômico sem comprometer o meio ambiente, criar políticas públicas eficazes para a proteção da Amazônia Azul, com investimentos em pesquisa, monitoramento e combate à poluição e ainda integrar a gestão costeira às políticas nacionais, garantindo a proteção da biodiversidade marinha e o desenvolvimento sustentável da região”.

O evento de lançamento do movimento “Ciência e Vozes da Amazônia na COP30”, é apenas o início de uma série de atividades que se estenderão ao longo do ano, com o intuito de sensibilizar e mobilizar a sociedade para a urgência de uma ação global coordenada em defesa do meio ambiente e do desenvolvimento sustentável. A COP30, que acontecerá em novembro de 2025, será um momento chave para a Amazônia.

*Estagiária sob a supervisão de Jaqueline Fonseca

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Pé-de-Meia não vai ser interrompido, afirma Fernando Haddad

Apesar do bloqueio de R$ 6 bilhões determinado pelo Tribunal de Contas da União (TCU), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que o programa Pé-de-Meia não será interrompido. Segundo ele, o pacote de corte de gastos aprovado no fim do ano passado estabelece medidas que colocam o programa no Orçamento da União, apesar de a Advocacia-Geral da União (AGU) manifestar preocupações.

“Não vai ter descontinuidade (no Pé-de-Meia). Isso, eu posso garantir. O que falei aos ministros é que todos os encaminhamentos estão sendo feitos para garantir a continuidade do programa”, disse Haddad após voltar de reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva; o ministro da Casa Civil, Rui Costa; e o ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Sidônio Palmeira. O encontro durou cerca de nove horas, na residência oficial da Granja do Torto.

Recurso da AGU

Na noite de quarta-feira (dia 22), a AGU entrou com recurso no Tribunal de Contas da União (TCU) para pedir a reversão do bloqueio de R$ 6 bilhões do Pé-de-Meia que viriam de fundos públicos. Apesar disso, Haddad assegurou que o programa, que paga incentivos a estudantes do ensino médio público inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Governo Federal (CadÚnico), pode continuar.

“Então você converse com o ministro da AGU (Jorge Messias). O que eu penso é que vamos encontrar uma saída para fazer o pagamento”, disse ao ser questionado sobre a previsão da Advocacia-Geral da União. As informações são da Agência Brasil.

Sem a aprovação do Orçamento de 2025, advertiu a AGU, o Pé-de-Meia pode ser paralisado ainda este mês. Segundo o órgão, o saldo atual do Fundo de Custeio da Poupança de Incentivo à Permanência e Conclusão Escolar para Estudantes do Ensino Médio (Fipem), administrado pela Caixa Econômica Federal e usado para custear o Pé-de-Meia, cobrirá apenas as despesas de dezembro.

Bloqueio do TCU

No último dia 17, o ministro do TCU Augusto Nardes assinou medida cautelar provisória que determinou o bloqueio de R$ 6 bilhões do Pé-de-Meia, após representação do Ministério Público (MP) junto à corte. Segundo a decisão, o pagamento aos estudantes não pode ser feito diretamente pelo fundo, mas deve passar pelo Tesouro Nacional e estar previsto na lei orçamentária, ainda não aprovada pelo Congresso Nacional.

Conforme a determinação do TCU, os recursos destinados ao programa devem ser bloqueados até que sejam regularizados no Orçamento Geral da União. O Ministério da Educação negou irregularidades e afirmou ainda não ter sido formalmente notificado da decisão. A pasta reiterou que todos os aportes ao fundo que custeia o programa foram aprovados pelo Congresso Nacional.

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Fórum econômico do Lide reúne autoridades brasileiras em Zurique

Zurique – O ex-presidente da República Michel Temer, o presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (MDB-MG) e os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso e Gilmar Mendes estiveram presentes no primeiro dia do Fórum Econômico Brasileiro em Zurique, na Suíça. No evento realizado pelo Lide — Grupo de Líderes Empresariais —, figuras políticas aproveitaram o momento para reafirmar a proteção à democracia, o combate às fake news e o papel essencial do jornalismo nos dias atuais.

O ex-presidente da República Michel Temer, destacou a importância do Brasil brasil se manter multilateral, devido às inúmeras conexões políticas e econômicas, para evitar problemas diplomáticos. “Os países têm interesse em importar e exportar acentuadamente, portanto, é fundamental para o Brasil esta posição multilateral. Nós não podemos disputar política institucionalmente com nenhum país. Dois exemplos concretos: nosso maior parceiro comercial é a China e o segundo é os Estados Unidos. Isso já exige uma atitude multilateral”, afirmou.

Temer também enfatizou que, apesar dos conflitos ideológicos entre o presidente norte-americano Donald Trump e o presidente Lula, ambos devem manter as relações entre os países de forma profissional e não pessoal. “Essa coisa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva agora com Donald Trump, presidente eleito dos Estados Unidos, vai dificultar o relacionamento. Mas o que devemos pregar, difundir, divulgar é esta relação institucional. Não são as pessoas que eu mencionei que manterão este relacionamento, mas é o Presidente da República Federativa do Brasil e o presidente dos Estados Unidos da América, esta é a relação que deve prevalecer”, ressaltou.

Por fim, o ex-presidente também falou sobre a polarização e como ela tem ficado radical e violenta no Brasil nos últimos anos. “A polarização de ideias é fundamental na democracia, mas o que existe no nosso país, e muitas vezes no relacionamento, é uma radicalização. Ou seja, as pessoas ‘passam a se odiar’ e nesse ódio cria-se a ideia de uma agressão física, no sentido mais amplo da palavra. Não só agressão entre pessoas, mas agressão ao patrimônio público, como foi o exemplo claro do 8 de janeiro e em outros momentos”, relembrou.

Entregas do legislativo

O presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (MDB-MG), destacou a importância do evento, que tem como objetivo de ampliar o debate sobre economia, sustentabilidade e o futuro das relações entre os países. “Quero dizer que nesses quatro anos que estou à frente da presidência do Senado Federal, pude exercer algo que considero muito importante para o homem público: o escutar, debater e dialogar antes de se tomar uma decisão”, disse.

“E eu considero que o Lide cumpriu um papel muito importante nessa jornada, promovendo debates muito ricos de ideias em relação aos temas de grande relevância nacional, como a reforma tributária. Certamente todos aqueles ensinamentos, debates e discussões foram muito úteis para a formulação da reforma”, emendou.

Pacheco também relembrou as entregas do Congresso Nacional e reforçou que esta disposição dos parlamentares é capaz de aumentar a eficiência dos gastos públicos: “O Congresso Nacional teve condição de entregar uma reforma tributária para o país, uma reforma da Previdência e trabalhista, marcos legislativos diversos como autonomia do Banco Central, capitalização da Eletrobras, o marco legal do saneamento e outros tantos.”

“Esse Congresso, seguramente, é capaz de entregar, a partir do momento que priorizar isso, a qualificação do gasto público, do orçamento público, combater o privilégio e desperdícios que se resultem no tamanho de um estado eficiente e necessário e que qualifique o gasto público”, continuou.

O senador destacou ainda que este ano o tema financeiro será primordial para o Congresso, principalmente para atrair investimentos estrangeiros. “Não tenha dúvida que o ano de 2025 será o ano pautado nesta lógica. A partir do momento que se entregam outro sistema de arrecadação, é preciso um novo sistema de gastos, que atenda aos interesses da população e que no final das contas confira o equilíbrio fiscal que nós precisamos, para inclusive atrair investimentos internacionais”, enfatizou.

Ela concluiu lembrando o dever dos políticos brasileiros em defender a democracia nos dias atuais. “Hoje nós estamos vivendo tempos muito incertos, sombrios, de negacionismo e de um saudosismo a coisas do passado que foram muito ruins para a humanidade. É muito importante que as pessoas responsáveis deste país possam se unir para fazer o enfrentamento devido de contenção e de combate a esse retrocesso democrático que muitos ainda tentam fazer no Brasil e fora do Brasil”, finalizou.

Papel da imprensa

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso, exaltou a importância do encontro para o futuro do Brasil. “Esse evento é uma chance de fazer uma das coisas que mais gosto de fazer, que é pensar o Brasil, discutir o Brasil, pensar soluções e ouvir pessoas que ajudam a construir o país”, disse.

Barroso ainda discursou sobre as plataformas digitais e como a imprensa tem um papel importante em meio a era da desinformação. “Nessa extensão das redes sociais, das plataformas digitais, o país nunca precisou tanto de imprensa de qualidade que confere os fatos, que separa fato de opinião e que, sobretudo, tenha esse papel importantíssimo de criar um conjunto de fatos comuns sobre os quais as pessoas formam a sua opinião. Esse é o grande papel da Imprensa”, ressaltou o ministro do STF.

Barroso também lembrou sobre a tentativa de criar narrativas e como a mídia tradicional ajuda a informar os fatos. “Sobretudo neste mundo, em que se formaram tribos polarizadas, e cada um acha que pode criar a sua própria narrativa. Portanto, uma das coisas que nós precisamos no mundo contemporâneo é a imprensa decisiva, que faça com que a mentira volte a ser errada de novo e a gente possa trabalhar sobre fatos comuns, sobre os quais nós possamos formar as nossas opiniões”, defendeu.

Segurança jurídica

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes falou sobre o papel do Brasil no cenário econômico e os avanços do país ao fazer os “deveres de casa”. “Já foi destacado aqui o papel importante do Brasil no segmento econômico financeiro e que há muito o que se fazer, tanto em termos institucionais como também em termos econômicos, é possível se fazer muito. Mas temos feito algum dever de casa, como foi o marco do saneamento, que propiciou grandes avanços e vem tendo excelentes resultados”, destacou.

Além disso, ele também ressaltou o trabalho da Corte em mitigar as inseguranças jurídicas e que essa pauta deve continuar sendo um dos focos do ministro. “E muito mais pode ser feito. Certamente no debate que teremos sobre o quadro institucional, falaremos do esforço, sobre a liderança do presidente Barroso, que estamos fazendo no judiciário para produzirmos maior segurança jurídica. É uma das reclamações presentes em todos os fóruns de investidores e isso nos preocupa, queremos fazer um bom encaminhamento”, concluiu.

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Receita faz megaoperação para combater sonegação em estabelecimentos do DF

Auditores da Secretaria de Economia do Distrito Federal (Seec) realizam, na noite desta quarta-feira (22/1), uma megaoperação para combater a sonegação fiscal em estabelecimentos comerciais do Distrito Federal.

Segundo a Receita, o foco da operação é o não pagamento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Os auditores verificam a regularidade dos meios de pagamento utilizados, além de apurar o uso de Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJs) diferentes em um mesmo estabelecimento, prática que pode caracterizar tentativa de burlar o fisco.

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A fiscalização também está analisando a emissão de documentos fiscais de saída e a possível omissão na Declaração de Informações de Meios de Pagamentos (DIMP). Fintechs identificadas em autos de irregularidade estão sendo autuadas.

Ao todo, 50 auditores participam da ação, que busca não apenas identificar irregularidades, mas também desestimular práticas desleais e garantir uma concorrência justa no mercado. “Esse esforço possibilita que os recursos arrecadados sejam destinados ao financiamento de políticas públicas essenciais para o desenvolvimento do Distrito Federal”, afirmou a Receita, em nota.

Aguarde mais informações

Rui Costa diz que governo fará ‘conjunto de intervenções’ para conter preços dos alimentos

O governo vai fazer um conjunto de intervenções para tentar conter a alta do preço dos alimentos. A informação foi dada pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa.

O assunto foi uma das principais cobranças do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na reunião ministerial de segunda-feira (dia 20), quando o petista pediu para ministros que apresentem já nos próximos dias medidas para mitigar a inflação.

As ações deverão ser debatidas em reuniões com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os ministros da Agricultura, Carlos Fávaro, do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, e da Fazenda, Fernando Haddad.

— Vamos fazer algumas reuniões para buscar um conjunto de intervenções para o barateamento dos alimentos — declarou Costa, acrescentando: — No final ano passado, o presidente fez uma reunião com a rede de supermercados com a mesma pauta. A rede sugeriu algumas medidas e vamos implementá-las agora no primeiro bimestre.

Massa salarial

O chefe da Casa Civil disse ainda que o aumento da massa salarial também tem empurrado os preços:

— Se quem está vendendo sabe que a pessoa está com um salário maior, o vendedor vai testando para ver se o consumidor se dispõe a pagar um preço maior. Se o consumidor não procurar muito, não pechinchar muito, isso tende a puxar uma elevação de preço.

A inflação elevada é tida por integrantes do governo como um dos fatores mais importantes para a queda de popularidade da gestão de Lula.

Alimentos e bebidas formam juntos a categoria que liderou a inflação de dezembro medida pelo IPCA, com alta de 1,18%. O índice fechou o mês em 0,52%. Em 2024, a alimentação em casa ficou 8,23% mais cara, de acordo com o IBGE.

Na reunião de segunda, conforme o GLOBO mostrou, Lula teria afirmado que concorda com a visão de Haddad sobre o aumento dos preços: de que a inflação se deve primordialmente à economia aquecida. A subida de preço no ano passado, na visão da equipe econômica, se deve também a fatores conjunturais, como eventos climáticos extremos, a desvalorização cambial, e aumento da demanda externa por produtos como carne e café.

Crise do Pix

Costa também responsabilizou a atuação “burocrática” de integrantes do governo pela crise provocada após a implementação de uma norma que aumentaria a fiscalização da Receita Federal sobre movimentações financeiras, incluindo o Pix. Após o intenso desgaste provocado, já que a oposição usou o tema especialmente nas redes sociais, o governo recuou.

— O presidente pediu na última reunião que antes de fazer qualquer anúncio, seja portaria ou outra decisão, a gente primeiro comunique. Se a gente não comunica antes, a mentira chega e se instala e você tem que lutar muito para desmentir. Foi o que aconteceu nesse episódio do Pix. O que o presidente reafirmou e vamos fazer é chamar atenção de todos os secretários para que aquilo que impacte a população não se faça de forma burocrática e automática. Você precisa explicar antes de publicar — disse Costa.

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Pablo Marçal publica vídeo com Trump: “Salve o Brasil”

O autodenominado ex-coach e influenciador Pablo Marçal (PRTB) publicou, nesta terça-feira (21/1), um vídeo com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A data da gravação, no entanto, não é informada.

Na gravação, Trump responde que ama o Brasil. O registro do breve encontro foi compartilhado por Marçal em suas redes sociais. A equipe do ex-candidato a prefeito de São Paulo afirmou que ele planeja um encontro com Trump para discutir iniciativas voltadas ao “empreendedorismo, valores cristãos, e o fortalecimento das economias”.

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Mais cedo, enquanto assinava os primeiros decretos, Trump respondeu a uma pergunta da jornalista Raquel Krahenbuhl, da Globo, sobre a relação com o Brasil e a América Latina. Segundo o presidente, a relação é excelente, mas os Estados Unidos não precisam desses países.

“A relação é excelente. Eles precisam de nós, muito mais do que nós precisamos deles. Não precisamos deles. Eles precisam de nós. Todos precisam de nós”, respondeu Trump.

Mais cedo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva parabenizou Trump pela posse e destacou a relação de “amizade e respeito” entre Brasil e Estados Unidos.

“Nossos países nutrem fortes laços em diversas áreas, como o comércio, a ciência, a educação e a cultura. Estou certo de que podemos seguir avançando nessas e outras parcerias. Desejo ao presidente Trump um mandato exitoso, que contribua para a prosperidade e o bem-estar do povo dos Estados Unidos e um mundo mais justo e pacífico”, escreveu o petista nas redes sociais.

Aymorés x Atlético: onde assistir, escalações e arbitragem

O Atlético-MG vai visitar o Aymorés neste domingo (19), às 11h (de Brasília), no Estádio Paulo Paschoalino, pela estreia do Campeonato Mineiro de 2025. O Alvinegro, atual pentacampeão do torneio, está no Grupo A do torneio, com Betim, Tombense e Uberlândia. Por outro lado, o Azulão é estreando na elite do Estadual e ocupa o Grupo C, com Cruzeiro, Pouso Alegre e Villa Nova. Confira as principais informações do duelo.

Transmissão da partida não foi divulgada até o fechamento da matéria.

Em uma temporada especial em seus 98 anos de história, o Aymorés vai estrear na elite do Campeonato Mineiro em 2025. Assim, a meta do clube é permanecer no módulo I do Estadual. Mas segundo o presidente do clube, Antônio Queiróz Júnior, a equipe vai se permitir sonhar com uma vaga na Série D do Brasileirão. Os destaques da equipe são os jogadores Pedro Igor (atacante), Jean Carlo (meia) e Emerson Junior (volante).

“O primeiro ano no Módulo I não é fácil. Existem clubes com investimentos superiores ao do Aymorés. Mas o Aymorés busca, além da permanência, uma (vaga) Série D. Esse é o nosso objetivo principal. A gente quer ter um calendário cheio (até dezembro) para 2026″, disse à Itatiaia.

A equipe principal do Galo está fazendo a pré-temporada nos Estados Unidos, no torneio FC Series, portanto, o clube vai jogar as primeiras rodadas do Campeonato Mineiro com os jogadores Sub-20, com as excessões do goleiro Gabriel Delfim, do meia-atacante Robert e do atacante Luiz Filipe. O técnico Guilherme Dalla Déa terá um desfalque para o confronto, afinal, o meia Mateus Iseppe apresentou alterações nas avaliações cardiológicas em seu retorno e passará por mais exames.

Campeonato Mineiro – 1ª rodada

Data e horário: 19/1/2025, 11h (de Brasília)

Local: Estádio Paulo Paschoalino, em Ubá (MG)

AYMORÉS: Sem informações até o fechamento desta matéria

ATLÉTICO-MG: Gabriel Delfim; Kayque, Dudu, Renan e Júlio César; Paulo Vitor, Vitinho, Robert e Iseppe (Louback); Luiz Felipe e João Rafael. Técnico: Guilherme Della Déa

Árbitro: Felipe Fernandes de Lima

Assistentes: Celso Luiz da Silva e Weyder Marques Borges

VAR: Helen Aparecida Gonçalves Silva Araujo

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Banco Central anuncia primeira intervenção no dólar de 2025

O Banco Central anunciou, nesta sexta-feira (18/8), a sua primeira intervenção no dólar em 2025, após uma sequência histórica de operações em dezembro do ano passado. O órgão informou que realizará dois leilões de linha no mercado de câmbio na segunda-feira — e cada operação terá limite de US$ 1 bilhão, totalizando US$ 2 bilhões.

Em dezembro do ano passado, o Banco Central interveio em 14 ocasiões, distribuídas entre leilões de linha e no mercado à vista. O último movimento ocorreu em 30 de dezembro, antes do fechamento dos mercados para 2025.

Nos últimos três meses de 2024, o real foi a moeda que mais se desvalorizou ante o dólar entre as divisas de países membros do Mercosul. Nesse período, a moeda norte-americana acumulou alta de 10,36%, saindo de R$ 5,50 em 22 de setembro para R$ 6,07 no fechamento em 20 de dezembro. A nível de comparação, o dólar registrou alta de 7,52% em relação ao peso uruguaio e de 6,23% ante o peso argentino.

Esta é a primeira oferta extra de dólares do Banco Central em 2025. A autarquia estava apenas realizando as operações de rolagem de swaps cambiais que estão para vencer. No mês passado, a instituição vendeu um total de 32,6 bilhões de dólares ao mercado em leilões extras. O objetivo era dar conta da demanda de fim de ano pela moeda norte-americana.

Grão-de-bico por batata: as empresas russas que estão usando escambo para evitar sanções pela guerra na Ucrânia

Houve uma época, nos anos 1980, em que o limitado acesso a dólares levou importadores soviéticos a pagar por compras de Pepsi com caixas de vodca Stolichnaya.

Mais para o fim da década, a PepsiCo chegou a receber submarinos, um destroyer e navios petroleiros como contrapartida para enviar carregamentos do refrigerante para a União Soviética, em um período em que tentava expandir sua marca no país.

“Estamos desarmando a União Soviética mais rápido que vocês”, brincou o diretor da PepsiCo, referindo-se ao contrato para o assessor de segurança nacional do presidente americano George H. W. Bush, segundo os arquivos do jornal The New York Times.

Com o acordo, a URSS de Mikhail Gorbachev receberia o equivalente a US$ 3 bilhões em produtos.

Para a Pepsi, a estratégia deu certo. Mesmo com o colapso da União Soviética em 1991, a Rússia continua sendo o segundo maior mercado da marca fora dos Estados Unidos.

E, passadas pouco mais de duas décadas, o escambo está de volta ao país.

As sanções internacionais impostas ao país devido à guerra na Ucrânia levaram as empresas a recorrer à mais antiga forma de comércio conhecida – a ponto de, recentemente, o próprio governo russo ter elaborado e divulgado um guia do escambo.

As sanções tiveram início ainda em 2014, quando a Rússia anexou unilateralmente a península ucraniana da Crimeia, e recrudesceram com a invasão ao território ucraniano em 2022.

Elas incluem bloqueios ao fornecimento de tecnologia, congelamento de ativos, penalizações bancárias e a proibição da compra de petróleo e gás da Rússia.

Primeiro-ministro soviético Nikita Khrushchev toma copo de Pepsi sob o olhar atento do então vice-presidente americano Richard Nixon: refrigerante se tornou extremamente popular na Rússia

O tema ganhou ainda mais relevância na Rússia com a recente ameaça dos Estados Unidos aos bancos internacionais que operam no país.

O banco de dados da Faculdade de Administração da Universidade Yale, nos Estados Unidos, indica que mais de mil empresas de todo o mundo reduziram suas operações na Rússia, incluindo alguns dos principais bancos europeus e americanos.

“Muitos simplesmente se retiraram ou reduziram suas operações, prevendo novas sanções. Até bancos muito rentáveis, como o austríaco Raiffeisen, estão reduzindo os empréstimos”, declarou à BBC News Mundo, serviço de notícias em espanhol da BBC, a economista Gayle Allard, professora da Universidade IE, na Espanha.

Pressão sobre terceiros

Muitos bancos europeus e americanos já deixaram de oferecer crédito para clientes russos, mas Washington aumentou a pressão sobre instituições de outros países que continuam operando na Rússia.

Os Estados Unidos ameaçam confiscar ativos, aplicar multas ou rescindir suas relações como correspondentes bancários.

A pressão sobre os bancos de outros países que continuam operando na Rússia aumentou no início de 2023, quando o governo Biden ameaçou desconectar do sistema bancário americano as instituições financeiras que auxiliassem o esforço bélico de Moscou.

Esta medida também afeta os bancos da China, que é o grande aliado da Rússia no momento.

“As filiais russas de bancos estrangeiros continuam conectadas ao Swift, o sistema mundial de mensagens financeiras. Por isso, elas desempenham papel fundamental nas transferências de dinheiro, dentro e fora da Rússia”, explica Milya Safiullina, analista da equipe de instituições financeiras da agência de avaliação de riscos Scope Ratings.

Cortando este laço, ou pelo menos pressionando para desacelerar as transações, “os pagamentos através das fronteiras estão diminuindo ou até deixando de ser realizados em dólares americanos nos principais bancos”, acrescenta ela.

Esta situação levou alguns exportadores russos a recorrer a acordos de escambo.

Guia de escambo para empresas

“Embora as transações de escambo fossem comuns entre governos, agora elas estão ficando cada vez mais populares entre as empresas”, declarou ao jornal britânico Financial Times a vice-presidente da Associação de Exportadores e Importadores de Moscou, Irina Zasedatel.

Ela explica que “os pagamentos diretos são difíceis na situação atual e o escambo é uma excelente alternativa”.

Ocidente vem endurecendo sanções à Rússia desde o início da guerra na Ucrânia

O objetivo da adoção desta forma primitiva de comércio é evitar os problemas de pagamento, reduzir a visibilidade dos órgãos regulamentadores ocidentais sobre as transações russas e limitar o risco cambial.

“As transações de escambo em comércio exterior permitem intercambiar produtos e serviços com empresas estrangeiras, sem necessidade de realizar transferências internacionais”, explicou o vice-ministro de Desenvolvimento Econômico da Rússia, Vladimir Ilyichev.

Em fevereiro deste ano, o Ministério da Economia da Rússia publicou um documento de 15 páginas, com um guia detalhado ensinando a realizar transações de escambo.

As autoridades dividiram o escambo em três categorias.

A primeira inclui o intercâmbio de produtos e serviços entre duas partes em acordo. A segunda prevê a participação de mais de duas empresas no esquema e a terceira inclui empresas que fornecem matérias primas ou equipamentos e aceitam os produtos fabricados como meio de pagamento.

Forças russas foram repetidamente acusadas de roubar cereais de agricultores ucranianos nas zonas ocupadas

“Fazer negócios é mais caro quando não se dispõe dos canais financeiros normais ou de divisas para as transações”, explica Allard.

“As tarifas das transferências internacionais de dinheiro, por exemplo, estão muito mais altas para a Rússia do que antes.”

Para a professora, é evidente que as sanções impostas pelos países ocidentais à Rússia após a invasão da Ucrânia em 2022 não paralisaram a economia, como muitos esperavam. Mas estão cobrando seu preço.

“De forma geral, a dinâmica do fluxo financeiro indica uma desaceleração gradual da atividade econômica”, declarou o governo russo em um comunicado.

“Em outubro, o volume de dinheiro recebido através do sistema de pagamentos do Banco da Rússia diminuiu em 2,9% em comparação com o nível habitual.”

Bancos de terceiros ou outras divisas

“As últimas sanções impostas pelo presidente Biden antes de deixar o cargo contra diversos bancos russos restantes, incluindo o gigante da energia GazpromBank, serão sentidas”, afirma Allard.

A professora relembra que o GazpromBank atua, na verdade, como uma câmara de compensação para as exportações energéticas da Rússia.

Até agora, ele havia ficado fora das sanções, em parte, para permitir que alguns países da Europa central e oriental continuassem pagando pelas suas importações de gás russo.

“Agora, eles serão obrigados a utilizar bancos de terceiros ou outras moedas em vez do dólar”, explica ela.

“Isso desacelera os negócios, levando a Rússia a aceitar acordos que incluem o escambo, e pode reduzir a entrada de dinheiro na Rússia.”

Rosselkhozbank (Banco Agrícola da Rússia) é um dos maiores bancos do país

A China, a Índia e o Irã também estudam mecanismos de escambo. Mas os primeiros países a anunciar um acordo deste tipo em 2024 foram a Rússia e o Paquistão, segundo a agência de notícias russa.

O convênio foi formalizado durante o Fórum de Comércio e Investimentos Paquistão-Rússia, realizado em Moscou no último mês de outubro.

Em novembro, a empresa russa de comércio agrícola Astarta Agrotrading firmou um acordo de escambo com duas empresas do Paquistão para trocar grãos-de-bico por tangerinas.

Segundo os termos do convênio, a Astarta Agrotrading irá exportar grãos-de-bico e lentilhas e, em troca, a paquistanesa Meskay & Femtee Trading Company fornecerá arroz e tangerinas.

Concretamente falando, a Rússia exportará 20 mil toneladas de grãos-de-bico e o Paquistão irá enviar 20 mil toneladas de arroz.

Em um acordo paralelo, a Rússia irá exportar mais 15 mil toneladas de grãos-de-bico e 10 mil toneladas de lentilhas, em troca de 15 mil toneladas de tangerinas e 10 mil toneladas de batatas do Paquistão.

‘Os anos 90 voltaram’

“Bem-vindos aos anos 90”, diz a revista econômica russa Newizv na sua página na internet.

A publicação critica “o departamento antes mais liberal, responsável por introduzir as mercadorias russas onde seja possível, [que] preparou um curso intensivo sobre a forma mais antiga de comércio praticada pela humanidade antes da invenção do dinheiro: o escambo”.

“Os anos 90 voltaram, não há dinheiro para pagar. Eu me refiro ao dinheiro global, dólares. A China não está particularmente disposta a oferecer yuans e, no exterior, ninguém precisa de rúpias [indianas], na verdade.”

A questão não é que a Rússia vá abandonar o dinheiro nas suas atividades de comércio exterior. Mas, com seus novos acordos, o país demonstrou que está disposto a explorar outros caminhos que permitam contornar as sanções impostas pelo Ocidente.